Olá!
Com a chegada do outono, nossa cidade começa a dar sinais do que nos espera: queimadas e mais queimadas!
Ao longe se vê aquela fumaça se formando sobre as montanhas, por dentre as árvores já com as folhas secas. A fumaça sobe formando um grande cogumelo. O vento chega e tira a fumaça daquele lugar, levando para cá e para lá, como numa dança em "Um perfume de mulher". Só que este "perfume" que se espalha atravessa nossos poros, adentra nossas entranhas, toca na nossa alma e deixa um gosto amargo na boca.
Olho atônita, indignada e me questiono: por que, em pleno século 21, as pessoas praticam este ato contra a natureza, contra nós mesmos? O que justifica atear fogo em meio ao mato seco, à mata esquelética que cumpre o seu papel de fazer chegar a luz à vegetação rasteira, enquanto aguarda pacientemente a primavera chegar? Que prazer é este de ver este horror se espalhar por entre as casas, instigando as pessoas a entrarem em um estado de inconformismo e a tratarem o tema como a grande notícia do dia?
Por que instalar uma calamidade, em que as pessoas saem com crianças no colo ou com os idosos já debilitados por outros problemas em busca de socorro nos hospitais?
Olho para a terra após a grande queimada. Preta, galhos retorcidos, restos de materiais em chamas, um odor insuportável ... uma cena de guerra. A imagem se contrapõe com a paisagem do outro lado: montes em tons de verde-amarelado e laranja-esverdeado; casas novas, grandes, coloridas; um céu azul e um pôr-de sol sereno e rosado. Esta é a cidade com o melhor ar do mundo?
Os animais fogem, assustados. Alguns morrem atropelados. Outros, buscam regúfio nas casas próximas. Outros.... ah, não quero imaginar...
Olho para a terra após a grande queimada. Preta, galhos retorcidos, restos de materiais em chamas, um odor insuportável ... uma cena de guerra. A imagem se contrapõe com a paisagem do outro lado: montes em tons de verde-amarelado e laranja-esverdeado; casas novas, grandes, coloridas; um céu azul e um pôr-de sol sereno e rosado. Esta é a cidade com o melhor ar do mundo?
Os animais fogem, assustados. Alguns morrem atropelados. Outros, buscam regúfio nas casas próximas. Outros.... ah, não quero imaginar...
O primeiro ato após tanta energia instalada internamente é ligar para os Bombeiros e alertá-los de mais um foco de incêndio. "Já temos registrado este caso, senhora...." só que este é mais um dentre tantos e eles têm que priorizar pelos casos mais graves. "Mas aquele pequeno foco vai se tornar um grande incêndio rápido se não agirem logo?"
A melhor notícia: alguém já ligou para eles antes de mim. Que bom!
A melhor notícia: alguém já ligou para eles antes de mim. Que bom!
Todos sofremos com os atos insanos de quem pratica queimada nesta época do ano:
- dificuldade para respirar (principalmente à noite, quando a fumaça insiste em ficar dentro de nossas casas. E como ficar com as janelas abertas neste frio?);
- ardência nos olhos e narinas;
- aumento/potencialização das alergias;
- a roupa no varal impregnada de fuligens;
- a fuligem espalhada pelos quintais e varandas....
Na estrada, um motorista joga pela janela o que sobrou de um cigarro ainda acesso. A cena parece-se muito com a de um soldado atirando uma granada em meio ao campo do inimigo. Quando os incêndios acontecem próximos às estradas, o caos se instala de vez. As labaredas consomem o mato velozmente, a fumaça atravessa a pista e já não é mais possível ver o que está a nossa frente. Que perigo! Os motoristas mais conscientes reduzem a velocidade e atravessam a fumaça com insegurança. Outros, cheios de si, passam em alta velocidade. Não é raro recebermos a notícia do acidente pouco tempo depois.
Minhas reflexões vieram depois que recebi o convite da Prefeitura de Itatiba para participar do I Workshop sobre Queimadas Urbanas.
Na estrada, um motorista joga pela janela o que sobrou de um cigarro ainda acesso. A cena parece-se muito com a de um soldado atirando uma granada em meio ao campo do inimigo. Quando os incêndios acontecem próximos às estradas, o caos se instala de vez. As labaredas consomem o mato velozmente, a fumaça atravessa a pista e já não é mais possível ver o que está a nossa frente. Que perigo! Os motoristas mais conscientes reduzem a velocidade e atravessam a fumaça com insegurança. Outros, cheios de si, passam em alta velocidade. Não é raro recebermos a notícia do acidente pouco tempo depois.
Minhas reflexões vieram depois que recebi o convite da Prefeitura de Itatiba para participar do I Workshop sobre Queimadas Urbanas.
Agende-se:
3 de maio'12 - quinta-feira
19h30
Auditório da Secretaria da Educação
Praça da Bandeira, 14 - Centro
Vamos participar e saber como podemos fazer parte do processo de combate aos incêndios em nossa cidade!
Por amor à Itatiba,
Meire Melo
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